| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |
E veio uma amiga super preocupada com sua condiçao socio-economica a nivel de fêmea ovulante. hahaha
Femea 1 diz:
vc sabia? eu fiquei sabendo hj... é sério.
Femea 1diz:
uma coisa serissima
Femea 2 diz:
o que?
Femea 1diz:
os homens conseguem sentir a Terceira Semana, pelo cheiro! Femea 2 diz: Mas voce nao aprendeu isso no cursinho? O professor até cita exemplos, lembro que ele pegou a aluninha da frente pra exemplificar...tá esquece.
Femea 1 diz:
mas vc sabia que eles sentem cheiro de terceira semana? tá loca ou??? Merda. Tô me sentindo um cachorro no cio. Com um nariz enfiado no meu rabinho
Femea 2 diz: Te juro que nao queria ser sincera nessas horas, mas é mais ou menos assim que funciona.
Uhum. Viva as verdades sarcásticas. E voce ainda achava que era seu perfume né? Bobinhaaaa.

E entraram na casa. Viram quadros, tudo muito familiar e distante. Ela foi sorrindo, ele sem acreditar na possibilidade. As paredes eram as únicas testemunhas do que seria aquele sexo ao descaso. Ela teimava em se entregar, a despeito daqueles óculos escuros que escondiam os seus olhos. Ela não queria revelar a alma. Ele queria comida. Comida pronta e que satisfaz.. E o cheiro daquele lugar, o cheiro dela. Tudo era muito fácil e árduo. Porque ter tudo aquilo parecia tão pacificador? E aquelas paredes vieram chão abaixo. O disco do Buena Vista entregou os pontos. Não estavam mais lá, naquele lugar que era pra ele tão insólito e para ela tão comum. Estavam numa praia talvez. Em Cuba. Sob o sol o giro do mundo. Nas mãos dele, os seios mais iluminados que ele já vira. Na boca dela o sal dos dois. Sob seus pés a terra que abriga. Ele sabia que estava acabando. Ela apenas quis que durasse. E sentiu que a vida era aquilo ali. Mais nada além. Ela precisava lembrar que era a hora do fim. Botou os óculos num ato desesperado de esconder a alma. Vestiu a roupa. E ele como pagamento deixou a cor da sua pele na dela. Era apenas quatro da tarde, mas pareceu que não existia ponteiros no relógio.
Imagem: Olhares.com
Adoro dormir tarde e ir pra cama com um sorriso nos lábios, ultimamente nao é sexo que vem me proporcionando isso, e sim Seinfeld e Scrubs. Um, depois o outro, e o resto do meu ovo de páscoa... Que pena pra voces, euzinha fechada para balanço.
Ah, nao vou explicar o que é Seinfeld ou Scrubs, vão no wikipedia? Faz esse favor pra mim?
Mas vamos ao diálogo que fez ontem eu rir sozinha em casa.
_Mas e você e o Turk, ja foram para os finalmentes?
_Que? Que nada... Eu gosto é de deixar ele esperando tanto, até ele achar que nao vai conseguir mais. Depois disso é só dar o bote. E vc? Como voce faz?
_Ah... Eu uso o sexo para quebrar o gelo.
_E tem funcionado?
_Nhá... Tem me deixado com falta de auto-estima né?
... pff
Desculpa a traduçao tosca, mas eu dei o meu melhor para sair engraçado como foi em inglês...
Nao foi engraçado? Jura? Ah... vocês deviam ter visto entao...

Obrigada por essa. Vamos lá. Um texto bem didático para mulherzinhas carente patológicas, assim como eu, claro. O anti-cafajeste existe. Ele está por aí. Em bares, teatros, shows de jazz e festas folclóricas. Ele te oferece um drink, você aceita. Ele te convida para a festa, você vai. Ele te chama para a vida dele, e você já está lá há muito tempo, por sua conta e risco. O anti-cafajeste sobrevive de jornadas. E você é uma delas. Pode durar um dia, um mês, ou um ano. Eu, particularmente, presenciei um ano, depois disso, ele se auto-desintegrou e virou pó. O anti-cafajeste percorre pelos seus sentidos, seu tesão, suas fraquezas. Ele vai aprender muito com você. Basta você falar! Mas não se esqueça, e isso é de extrema importância, ele vai voltar para o lugar que lhe cabe. Pode ser esse, a luz, ou o chão. O anti-cafajeste é atemporal. Você pode ter com ele apenas horas, mas esse será um tempo contado em minutos interplanetários, será quase uma fração de eternidade. A maior angústia deles é não saber lidar com o fim, o tudo e o nada que estão sempre propondo. A volta do filho pródigo é algo que lhes é familiar, como um ninho, um útero. Eles estão sempre prontos pra voltar. E voltam para casa. A casa de si mesmos. O dever sempre lhes chamam para trás. E eles continuam, atrás de outra grande jornada, com cerveja, intelecto, galanteios, “mix-tapes”, tudo porque você parou na frente e fez pose. Ali, bem do lado deles, eles enxergam, mais uma viagem. Eles costumam ter uma memória seletiva incrível, por isso nunca vão se lembrar que deixam muito para trás. Pelo caminho de tijolos amarelos pelo qual passaram. E nós? O que fazemos? Sim, guardamos os resquícios. Uma garrafa de vinho vazia, músicas escolhidas, livros, bilhetes, fotos. Não, não estou pedindo pra tomarem cuidado com eles. Pelo contrário, torço para que os encontre querida, porque você irá viver intensamente, desde a primeira risada frenética até o último sal da última lágrima. Vai valer a pena. E depois compartilhe sua história comigo? Numa mesa de bar? Com bastante cerveja e cigarros? Para que possamos morrer de rir, juntas? Te espero hein.
Na imagem: Paul Newman e ponto.

E ela sentou, naquele piso frio e sujo, como a esperar. A barra do vestido rasgada, a boca como vestígio e a violência daquele toque impresso além da pele, a tirava de si. Ela pesava e o seu corpo não lhe encaixava mais. Era feito para planar, mas ela achou que fosse de aço. Ele gastou tudo o que tinha, e ela perdeu a única coisa que importava, sua dignidade. Ela sabia que ainda possuía algo, que estava lacrado e que se fosse aberto poderia ferir alguém. Como a caixa de pandora, só que essa possuía destinatário próprio. Ela se sentia como a musa a seguir seu mestre, numa busca psicótica e obsessiva. Um xérox de quinta, daqueles que enlouquece tentando alcançar a magnitude que nunca vão possuir. Ele a via dentro de um aquário, como uma miniatura do que poderia ser sua maior obra de arte.
Para alcançar a beleza, haja dor. E houve. Os dois não sabiam, mas estavam cegos. A própria dos desesperados, dos desavisados, dos que estão pra cometer crimes. E os pés gelaram, o medo quebrou paredes, derreteu tintas. E ele fugiu. Correu tanto, que acabou por chegar dentro de si, dentro de suas entranhas salgadas. Esse foi o seu castigo e o seu crime. Ela continuava ali, sentiu o gosto de sangue pelos cantos da boca, só escutava o barulho do relógio, na vitrola,uma música perdida, e impresso nela, mais nada.
Imagem: Rebeca Parkes