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Nao vou destilar aqui minhas terceiras intençoes. Gostaria de compartilhar algumas leituras que dispertam a libido e fazem bem para a pele. Nao deixem de ler: A casa dos budas ditosos,porque é bem mais fácil falar sobre sexo em portugues, do que escrever sobre ele. Outra dica é: A vida sexual de Catherine Millet, livro tenso e denso. Para pessoas de estomago e útero forte. Outra dica, e essa é para quem levava Drummond muito a sério. Nao deixem de ler: O amor Natural, uma compilaçao de poesias eróticas.
E como nao é só de letras que esse universo gira, nao deixem de conhecer alguns genios: Milo Manara e Guido Crepax.

"A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos."
A lingua lambe, Drummond.
Literatura erótica sempre me atraiu. Voce tá lá com aquele livro de sacanagem nas maos,no ponto de onibus. Ninguem percebe o que está passando dentro de voce. Nao podem sequer imaginar. E vc olha para os lados como se tivesse fazendo a coisa mais proibida e deliciosa do mundo. E de certa forma, voce está. A leitura erótica pra mim, subverte qualquer sentido de razao sensual. Tem quem aprecie filme porno, eu já nao dispenso uma boa leitura. Se é que me fiz entender. Sem mais...

Atravessei o espelho e topei com ele. Foi como se tivesse comido a fruta proibida e tivesse sido seduzida ao som de David Bowie. Eu nao queria voltar. Ele foi. Emburrado e arrastado. Eu voltei depois. Em meus pés a cor daquele dia. Na mente, a lisergia. Inventamos o que queremos. Entrego a ele sempre, como um presente, algo que nao é meu. Algo que fica suspenso entre nós dois. Esse pequeno espaço de tempo aonde dorme as coisas divinas e profanas. Entre o leve e o pesado. E um dia. Ah! um dia. Eu topo de novo com o espelho, e arrasto ele pra lá.