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Será que um dia olharemos para os lados, pra nós mesmas, para o espelho e diremos, não preciso mais disso. Nem deles. Andamos por entre becos ainda, andamos por entre cordas bambas e desatinos. Guardamos um segredo compartilhado, temos sentinela nessa sociedade secreta. Aprendemos que viver é melhor que chorar, mas ainda sim choramos, escondidas, temos nossos travesseiros, mesmo que embolorados, para nos escutar ainda. E fazemos da noite, o lugar para se redimir. E ecoamos por aí, por entre o seu olhar de despeito, por entre essa sua fraqueza, por entre sobras de você, por entre sua máscara e seu medo. Não quero fazer destas, palavras neuróticas, nem ter uma pitada de Suzana Flagg em mim. Meu destino não é esse, mas enquanto isso me sobra auto engano e parafinas daquela vela que já se apagou faz tempo. Será que um dia dissecaremos a verdadeira beleza? Será que um dia, eu volto a ter o céu em minhas mãos esticadas? Será que um dia eu viro estrela e me afundo no azul?