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O que te atrai? Qual o sinal que faz você perceber que alguém está parado, a espera, com espelhos sob o teto? O que te comove? Como saber que você foi o melhor para alguém, como saber que você errou, perdoou, se desfez, se reconstruiu, catou os cacos e viu sua imagem de novo no pedaço do refletor? O que te comove? O que te faz ir embora sempre? O que te faz voltar sempre? O que você gostaria que acontecesse nos próximos cinco minutos? O quanto você já leu desse livro? As tais vinte páginas? O quanto você precisa para me reconhecer de novo? Você precisa do diamante de mil faces no meu olhar, das borboletas no estômago? Você sabe... diamantes são pra sempre, as borboletas morrem, mas deixam o porvir, o que seria delas se não fosse sua própria metáfora de transformação e novidade? Então, meu querido, elas ainda estão aqui. A impressão, o espelho, entre a jornada e a data de validade. Qual o conforto dos seus dias? Qual o coração que você quer na sua cama? Apenas o seu? Você precisa do que mais? De mais um blefe? De mais uma história mal educada para nos perturbar o sono, ou a hora do jantar? Você precisa do caos? O que te atrai? O que te comove? O leve ou o pesado? A meia debaixo da cama escondendo o momento de insanidade? O chapéu côco seduzindo o momento de espera? Quanto você quer pagar? Quanto você vai colher? Qual o final que te interessa? Você quer quais palavras nessa hora? “Estou muito feliz”? Ou “the end”? Qual te aproxima da chegada? O eterno retorno?
Imagem por: Helena [Frazey]